Hoje sou um homem.
Ontem era jovem,
E hoje sou novo.
Sou o que sou,
E tu és o que me faltava.
Era jovem e imaginava.
Imaginava o que seria ter-te,
O que seria abraçar-te,
O que seria beijar-te,
O que seria acariciar-te.
Era jovem contigo.
Vi que te queria comigo.
Vi que estava disposto a tudo:
A arriscar, a deixar, a mudar,
A crescer, a querer.
Passei a querer constantemente.
Queria ter-te,
Queria abraçar-te,
Queria beijar-te,
Queria acariciar-te.
A vontade era e é tanta.
Cada momento se tornou importante,
Cada beijo se tornou uma presença,
Para que, ao partir,
Sinta que nada me falta.
Cada palavra que tento dizer,
Sai sinceramente,
Com algum medo,
Mas deixo correr.
Sinto essa necessidade.
Necessidade essa que vem de ti.
Porque preciso de ter-te,
Preciso de abraçar-te,
Preciso de beijar-te,
Preciso de acariciar-te.
A necessidade corre-me nas veias,
Como o mel corre nas colmeias.
Foi trabalhada com carinho,
E resultante de esforço mútuo.
Foi fruto da felicidade que me dás.
Sou homem hoje,
Porque me moldamos assim.
Porque eu preciso,
Tenho necessidade de ser o teu homem,
E fazer-te feliz.
Tenho necessidade,
Mas não necessito de ti.
Eu preciso de ti,
Porque não és a minha necessidade,
Mas sim a minha preciosidade.