segunda-feira, 12 de agosto de 2013

To my lover

It was a lonely night
And today has just begun.
But I miss you already
Without a doubt.

The sun is shining
No clouds at sight.
It’s time for some fun,
But you’re not here with me.

I’ll let it out,
My heart will speak.
My dear, my lover,
I love you so.

Give me time,
Give me a minute or two.
Give me your trust,
Because I do love you.

It’s going to be a long day,
It’s going to be a long way,
And it’s only begun.

A usual morning with breakfast,
A usual afternoon with resting.
The evening is all ours,
I waited all day for it.

A chance to hold you,
A chance to kiss you.
In my mind there’s only you.

Give me time.
I trust you will.
I’ll be with you.

Near, far,
Here or there.
I’m sure you love me,
And I’m sure you don’t mind.

Amazing how time passes,
And still nothing is done.
I’m just glad
Nothing’s to be undone.

My fear will always exist.
My insecurities,
My dark side.
But so will my love.

Will it be with reason or not,
I care for you.

I will always have you in my thoughts,
I’m not willing to let you slip away.
I want you so bad,
But the day is only half way.

Wait for me.
Wait for my words,
My ways to say “I love you”.

I speak many languages,
But love is the one I know nothing about.

Amo-te,
Te amo,
Je t’aimes,
Ich liebe dich,
I love you.

Get it right,
My thoughts are hunting your existence.
I’m sorry it scares you,
My words mean nothing but warnings.

My love is haunted.
Filled with fear and insecurities,
You might just run away,
But I’ll love you.

Tears may be shed,
Knees may be bent.
For I may cry,
And I may pray.

The day will come,
Where I’ll love you,
More than I can today.

And so will be the next day.


That’s why I live today,
Waiting for tomorrow.
To love you more.

quarta-feira, 27 de março de 2013

YOU

I've been looking for you for so long.
I've been kept away from your tongue.
I've been dying all along.
I felt like you had been lost,
That your heart had turn into frost
And that you were alone at all cost.
I knew you were different for me,
I actually thought you and I were meant to be.
Guess I'm a fool for infinty.
Though we've been kept apart,
I can't convince my own heart
That it wasn't just a work of art.
That this feeling could only exist when we were together.
That being with you would only make me better.
That I could have you with a simple love letter.
In the end, I was the one being cruel.
I had mistaken you for a fool.
It's certain that I wouldn't turn you into a tool.
But you turned me into a glass shard.
I fell for you, I fell hard.
I'm not broken, I'm just a bit scarred.
But these scars will remain.
And even if I keep my mind sane,
I know I'm going to feel like I've been doing cocaine.
You had my heart racing,
But then you had it stopping.
Yet, I still think you're amazing.
I'm sorry to have lifted you way up above,
But in you is the reason I found love.
Because the outside was just a bonus I cared less of.
I now know that love is obsession.
Love is not just an ever-lasting emotion.
Love is not just a caring devotion.
It's the heart beat,
The body heat,
The kiss so sweet,
The temperature increase,
The staring disease
And the game to please.
I learned all of that from you,
And now I'm stuck to
And wishing for a life for two.
If this tale took so long,
I hope you found nothing wrong
And that you feel like you belong.

Hugs and kisses to YOU...

segunda-feira, 11 de março de 2013

Enchanted Lemon Dream

The main question here:
Is it a dream or reality?
I see myself walking in fear,
Afraid that there's something other than me.

In the darkness of the fog,
I see nothing but shadows.
Dark figures lurking in every tone of grey.
Somehow their shades help create an idea of smog,
The darkest not even God would allow.
Even so, I approach as I may.

As I walk, a silhouette is spotted.
Amongst the fog I felt alone,
Yet I also felt like I was being watched.
I had no idea where I was headed,
But as I walked, I felt the loneliness had gone.
Suddenly all my fears were crushed.

The silhouette, it was some kind of tree,
A bush of some sort, it had lemons.
While staring at it,
Embers started to set me free.
Free from the fog and demons,
Preventing that my heart wasn't hit.

Was it the tree?
I mean, this can only be a dream.
(Or not) A girl sprouted from a flower.
I couldn't understand why me.
I was insecure and sad to the supreme.
It was so sweet, but supposed to be sour.

As much as I try,
The tree hooked me with it's sound.
It didn't let me fly,
Preventing me from falling to the ground.

Oh sweet lemon person,
I feel like I need you.
You alone are a force to be reckoned with.
I felt your embers like rays from the sun,
Your fragrance like an angel or two.
You seem almost like a myth.

It reminds me of fairy tales.
Of the long sabre-teethed dragon,
With wings and scales,
With magic ability to fire summon.

Oh, reality kills a man.
But you wouldn't believe
If I told you that the girl from the tree
Is a real, flesh and bone, human
And she'll make sure I'll receive
Protection from the world and from me.

That was not a dream,
It was the cherry on the top of the ice cream.
That was not a girl,
It was a natural force defying the world.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Tempo, Vida, Dinheiro, Amor...

Tempo...
Tempo é relativo,
Não se faz.
Ele faz-nos a nós.

Vida...
A vida é objetiva,
É dada.
Ela tanto começa como acaba.

Dinheiro...
O dinheiro não existe,
Mas insiste.
Ele controla o que somos.

Se investirmos tempo e dinheiro na nossa vida:
Ou o dinheiro acaba para dar tempo à vida
Ou o tempo acaba, e o dinheiro sem saída.

Se invstirmos tempo e vida no nosso dinheiro:
O tempo tirar-nos-á o dinheiro
E a vida tornar-se-á um eterno mealheiro.

Se investirmos vida e dinheiro no nosso tempo:
Tudo acabará com o tempo
E perderemos todo o nosso sustento.

Amor...
Amor é único,
Não desiste.
Ele torna tudo possível.

Se investirmos tempo, vida e dinheiro no nosso amor:
O tempo tornará o amor ainda maior,
A vida tornará o amor ainda melhor
E o dinheiro ajudará a manter o calor.

Sou um apaixonado...

Sou um apaixonado por maldição.
Tudo o que penso
E tudo o que sinto
Vem do coração.
Sei que não tenho senso,
Isso eu não minto,
Mas tenho algo fora de comum:
Tornar o par em um.

Sou um apaixonado por defeito.
Tudo o que quero
E tudo o que tenho
É, por mim, eleito.
Na pausa eu acelero
E na velocidade eu me contenho.
Faço o que quero de mim
E espero que me amem assim.

Sou um apaixonado por desespêro.
Tudo o que me espera
E tudo o que me reserva
Só o futuro sabe o quanto espero.
Sou um ponto numa esfera,
Igual aos milhões que pisam a mesma erva.
Mas de tanta quieta gente
Tinha que eu ser diferente.

Sou um apaixonado...
Sou constantemente indesejado,
Mas não ignorado.
Tenho o constante desejo de ser abraçado,
Beijado e amado.
Sinto que posso estar errado
E completamente atrapalhado,
Porque o amor me foi roubado.
Mas, todo este tempo, tenho cantado
Algo que é oferecido e não dado.

terça-feira, 5 de março de 2013

Um poeta não é fingidor

Um poeta não é fingidor,
Mas um bom poeta sim.

Um poeta espera pelo momento,
Um bom poeta está sempre atento.
Um poeta nunca avisa,
Um bom poeta improvisa.
Um poeta sabe escrever,
Um bom poeta não sabe esquecer.
Um poeta sente,
Um bom poeta mente.
Um poeta é breve,
Um bom poeta descreve.

Um poeta não é fingidor,
Mas um bom poeta sim.

O poeta que sou
Ou posso ser,
Não tem nada a haver
Com o bom poeta que nunca errou.
O bom poeta que é
Ou podia ser,
Não tem nada a haver
Com o poeta que se leva pela maré.

Um poeta não é fingidor,
Mas um bom poeta sim.
Só quem conhece a dor
E sabe-a toda até ao fim,
Pode escrever e cantar
O que quer,
Quando quer,
E ainda assim,
Fingir o suficiente para rimar.

Herói

Oh misteriosa história.
Foi feita a lenda
E foi feito o herói.
Um povo tão pequeno,
Uma memória ainda mais.
Nasce de uma terra
O herói da nossa língua.

É celebrado o seu nome,
É promovida a sua obra.
É uma honra,
É um previlégio
E é uma benção
Nascer do mesmo sangue.

Oh bandeira gloriosa.
Ele cantou para ti,
Ele chorou por ti
E fez-te o que és agora.
Sem ele,
Teu nome não seria
Senão o mesmo que nada.

Oh herói bravo.
Tu que cantaste,
Tu que imploraste
E tu que desejaste
Que as ninfas te ouvissem,
Ouve-me agora.

Tu, luso, de Portugal,
Que com as tuas palavras
Criaste gerações,
Passa o teu olhar
No resultado das tuas obras.
As obras de Camões.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Discriminação

Tu que és humano,
Que te fazes de grande,
Que pensas que és senhor,
Porém mostras-te desumano
E tornas-te insignificante
Quando falas de cor.

Olha para o teu interior.
Olha agora para o meu
E diz-me se há diferença.
Chamas-me de inferior,
Porém és pior que eu
Na tua ignorância imensa.

Calma, não te vou odiar.
Eu não queria ser assim,
Mas também não quero ser diferente.
Acredito que seja difícil de aceitar,
Que te incomode estar ao pé de mim,
Mas não me trates como a um deficiente.

Sê consciente do que te rodeia.
O mundo não parou num ponto,
O mundo está longe de parar.
Só para que tenhas uma ideia:
O mundo não está pronto,
Mas não quer dizer que não precise de estar.

Eu digo: acabou!
Digo que isto é um disparate,
Se pensas que sou uma aberração.
Dás por ti, já não estou.
Podes passar a tua vida a culpar-te,
Até que elimines essa tua descriminação.

Distância

Passo horas em frente ao monitor.
Completamente colado,
Completamente agarrado,
Sou eu com o meu computador.

Podia deixá-lo,
Arrumado num canto.
Mas, por enquanto,
Não posso arrumá-lo.

Preciso dele para poder comunicar.
Vejo imagens da minha infância,
Partilhadas por pessoas á distância.
Estou sempre com eles, a falar.

No meio de tudo, vejo caras.
Vejo pessoas que me interessam
E amores que tropeçam.
Vejo pessoas que achava raras.

No entanto, fico confuso.
Pergunto-me onde estão
E, essas pessoas, como são.
Agora conhecem-me, o luso.

Identifico-me neles.
Sou diferente,
Mas é-lhes indiferente.
Agora confio neles.

Pena, estão tão longe.
Só me resta fazer horas,
Postando fotografias de cães e amoras,
Esperar que ele apareça
E a distância se desvaneça.

sábado, 2 de março de 2013

A criança

Eu via tudo.
É engraçado...
Eu pensava que não ia ser nada complicado.
Pensava que acabaria sendo sortudo.
Espero que não acabe agora...
Porque podia estar errado.
A qualquer momento, qualquer hora,
Sei que o fim chega.

(Um suspiro sai da minha boca)
Mas de que fim estou a falar?
Afinal, todos sabem qual o seu destino...
Todos sabem o fim da sua época.
Nem todos conhecem o fundo do mar.
Nem todos olham para além do seu intestino.

O mar...
Estamos rodeados dele.
Será uma maldição?
Olhem.. olhem o fundo do mar.
Sintam o frio na pele,
Sintam a sua ondulação.

Olhem para o mar!
O que vêm?
Nada?!
Eu vejo... uma criança a chorar.
Vejo o que muitos prometem,
Mas deu em nada.

No fundo do mar está uma criança.
No fundo do mar escuro,
A pressão aumenta.
Quem será a criança?
Quem vê o seu coração impuro?
Como é que a criança se aguenta?

Eu olho para a criança...
Eu vejo o meu reflexo.
(Uma lágrima fugiu de mim.)
Eu vi a minha infância,
Toda ela embrulhada num complexo.

A minha vida...
(Tentando fingir um sorriso.)
Foi tão fácil...
No entanto, dei uma corrida,
Caí e fiquei indeciso:
Ficar chorando ou ser dócil.

Eu não sei em que contexto fiquei...
Dou por mim já chorando.
Preso no chuveiro...
Estou eu, onde me encurralei.
Ao passo que fui andando,
Foi o passo que me trancou em Fevereiro.

Fiquei esperando pelo amor,
Nem sequer olhava para lado nenhum.
Passei a sentir a falta de algo...
Passei a procurar o amor...
Agora procuro qualquer um...
Tornei-me amargo.

Era tão inocente...
Porquê?
Tornei-me uma pessoa tão diferente...
Para quê?
Nem precisei de influências...
Olhem para mim.
Era tão imperfeito.
O que vêm agora, são referências
Do homem que eu era antes
E a criança que sou agora.

Olhem para mim,
Queria voar...
Agora que tenho asas,
Não saio do chão...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Lenços

A vida tem as suas fases.
Cada um decide como vivê-las,
Porém precisam de bases,
Para, assim, saber apreciá-las.

A primeira, a de uma cria.
Um lobito, com o seu apelo
De inocência e alegria.
Assim é o rapaz do lenço amarelo.

A segunda, a de uma procura.
Um explorador, que nada perde,
Só descobre a sua própria assinatura.
Assim é o rapaz do lenço verde.

A terceira, a de uma orientação.
Um pioneiro, que procura o Norte e o Sul,
O caminho da sua vocação.
Assim é o rapaz do lenço azul.

A quarta, a de uma escolha.
Um caminheiro cuja mente é o seu aparelho,
Guia daquilo que escolhe, porque olha.
Assim, é o rapaz de lenço vermelho.

A quinta, a de uma finalidade.
Um dirigente, que é mais que capaz
De orientar para a felicidade
Os olhos de cada rapaz.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Já me perdi...

Já me perdi!
Estava a meio de um conto
E perdi-me.
Já me parti!
Estava-me faltando um ponto
E parti-me.

Vi-me, isolado de tudo.
Uma sombra aos pés do Homem,
Um tom grave misturado com agudo.
Um peso no ombro, de passagem.
Vi-me, diferente.
Olhei para todos e, depois, para mim.
Tinha várias caras em mente,
Mas a minha é diferente, enfim.

Que sociedade!
Ela molda-nos ao seu ver,
Mas sempre com o seu toque de maldade.
Assim é a sociedade até morrer.
Que gente!
Como podem ser tão semelhantes?
Porque sou tão diferente?
Como serão os seus pensamentos errantes?

Fiz de tudo para aparecer.
Tudo para fazer parte dos seus.
Fiz de tudo para seu respeito merecer,
Mas, enfim, foram sonhos meus.
Posso ter-me enganado,
Posso ter perdido a vista da humanidade.
Mas eu sei que não estou errado
Quando digo que sou eu que faço a minha felicidade.

Posso não sorrir,
Mas, apesar disso,
Não deixo de existir,
Nem por isso.

Cuando la muerte paró

Yo pasé mi vida,
Toda ella,
Como una flor cogida.
Una flor tan bella,
Pero su vida terminó.
La flor se murió,
Pero yo no.
La flor no soy yo,
Es la vida que tenia,
Que murió un dia.

Con el tiempo,
Mi vida cambió.
Dejé de sonreir,
Dejé de mirar.
Vi el tiempo caer
Y mi vida parar.
Ahora no entiendo
Si estoy solo vivo
O si mori con el tiempo.

Mi vida, de roja, se hizo azul
Y el tiempo, de norte, fue a sur.
Pasaron seis horas de mi vida
Mientras pasaron tres años de mi tiempo.
La flor de la vida perdió el color
Y las horas del tiempo perdieron el sentido.

Hace tiempo que ya no tengo vida
Pero las flores aun tienen unas horas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Para ti...

Desculpa se sou de poucas palavras,
Mas o papel sempre foi meu aliado.
Não sei ler caras
Nem sei como usar tanto palavriado.
Não percebo nada de sentimentos,
Afinal nunca tive muitos.
Mas eu vi algo em ti,
Algo que nunca vi em ninguém.
Talvez algo que pensava ter comigo,
Mas nunca percebi.
Por isso criei alguém,
Um modelo de amigo,
Algum esteriótipo idealista.
Criei uma pessoa que talvez exista por aí,
Mas não sei se algum dia vou saber.
Penso que talvez fosse um pouco surrealista,
No entanto eu me apercebi,
Que posso pensar sem me aperceber
Que o coração sabe mais que o crânio.
Isto pode tudo parecer piroso,
Mas é mesmo bastante.
Mas por muito que isto seja momentânio,
Não me aguentei a roer o osso,
Pensando que perderia a oportunidade de ter um amante.
Não sei nada que até dá pena,
Mas de toda a insegurânça,
Arranjei o mínimo de coragem para tentar.
Isto tudo no auge de uma cena.
Uma cena numa obra tansa,
Criada e acabada de inventar.
Nesta obra falo da minha vida,
Mas a partir de uma altura,
Passo a maior parte do tempo te descrevendo.
Falo de como te estranhei na tua ida,
Falo de como consegues ser uma pessoa tão imatura e matura,
Falo do nosso "segredo", mas ainda estou escrevendo.
Cada detalhe, cada pormenor,
Dou valor a tudo.
Já pus por ordem tudo o que temos em comum,
Já estou farto de viver uma vida só para um.
Gosto, sinceramente, do maior ao menor,
Do mais ao menos visível detalhe, que nada mudo.
Assim como tu és,
Diferente do que eu imaginei,
É como gosto de ti.
Desde a cabeça aos pés,
Da boca que beijei,
E daquilo que até ao momento senti.
Não faz muito sentido,
Posso ter escrito tudo isto
E sem o resultado desejado.
Mas ao menos te deixe comovido.
Mesmo negado, eu insisto,
Por isso, já estou preparado.
Venha o que vier,
Eu sei que se não der,
Vou sorrir mesmo sem querer.
Ok, se leste até aqui,
Já reparaste no enorme pessimismo.
Por isso, só vou dizer:
Gosto de ti,
Não digo que te amo porque é muito pesado.
Mas quem sabe, com o tempo talvez o diga,
Depende de ti.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Prosa do Desespêro

Fui uma flor por muito tempo, talvez um girassol sempre virado de cara para onde radiasse o calor, num campo aberto onde o vento soprava no sentido mais calmo de cada dia.
Fui um simples grão de areia que viajou com o vento por todo o mundo. Choquei contra os olhos de muitas pessoas para ser sacudido de imediato por elas.
Fui um peixe, atraído pela ísca de uma simples cana de pesca, rodeava a ondulação da superfície da água do meu próprio rio. Tantos que me tentaram pescar, mas nunca me deixei levar com o medo de não ser devolvido ao meu rio.
Fui eu por muito tempo, perdi-me nos outros, tornei-me outro também. Tanto tempo que gastei, falando, comentando, criticando, evitando tudo quando, no fim, tudo veio a mim.
Já fui original, diferente dos outros. Agora, sou diferente de mim mesmo e pior que os restantes. Sou apenas um outro que tanto falava do que acontecia a outrém que acabou por me acontecer o mesmo.
Neste momento, estaria eu a falar mal de eu outro, enquanto que os restantes me estariam pontapeando e massacrando, atormentando e abusando, e os outros estariam me apoiando.
Já mandei os outros para longe de mim, com medo que me dessem problemas, acabei por ter os meus problemas e não posso contar comigo nem com os outros, quanto menos com os restantes.
Já fui inteiro, agora sinto-me completamente quebrado e roto no meio do chão, olhando o mundo andar à minha volta e a evoluir.
Já quis ser sempre igual, sempre me disseram que tinha que crescer, sempre disse que nunca ia mudar. Acabei por mudar sem saber, apenas aconteceu, e quando cresci não me avisaram que o mundo ia ser assim tão grande e injusto. O meu mundo deixou de ser eu e os restantes e passou a ser eu, o outro, os outros e os restantes.
Já fui bom, agora sou mau. Deixei a inocência escapar e a minha incosciência apoderou-se.
Acho que, quando cresci, não foi de cabeça mas sim de coração, porque deixei de pensar tanto nas minhas ações e tudo quanto faço tem sido por instinto. Tudo tem gerado confusão, o mundo continua a andar à minha volta.
Enquanto eu, sempre achei que os outros se deixavam levar pelo que viam e que isso nunca seria possível para uma pessoa do meu intelecto. Pensei corretamente, apenas não tinha conhecimento do quanto o meu coração reage com o que os meus olhos vêem.
Enquanto outro, choro e espero que tudo passe, fico quedo no desespêro de que tudo o que era meu volte para mim, espero até ter aquilo que nunca foi meu mas que o deseje ser.
Apenas nunca pensei que sentimentos fossem tão fortes que fossem capazes de mecher tanto com o meu corpo todo, toda a minha pessoa tanto física como psicológica.
Sempre fui uma pessoa de muitas palavras, porque usava mais o crânio. Agora tou completamente apoderado e impotente perante o que enfrento e meu coração fala por si.
Nunca fui um deprimido, também nunca fui cómico para fazer com que nunca estivesse deprimido, e o que sinto não é depressão, mas sim desespêro.
Só de pensar que já tive tudo, perto ou longe, mas sempre tive algo. E agora, não o tenho. Não tenho nada, nem a felicidade de o ver feliz.
O meu mundo já foi eu, o outro, os outros, os restantes e ele. Agora não o vejo, fiquei preso.
É engraçado como um outro como eu se calhar nem teve tanta dificuldade em perceber o seu coração. Diria que sinto saudade, a um ponto elevado.
Sinto... eu sinto, mas não sei o quê. Sei que são os seus lábios e a sua presença. Talvez também a sua voz, o seu olhar e o seu respirar. Sinto isso tudo, mas fico no desespêro de tentar perceber porquê.
Porquê ele? Porquê isto que sinto? Porquê a mim?
E o mundo continua a andar à minha volta...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Relyable

It was not long ago
When I saw her face for the first time.
She had only one place to go,
Here, stuck in space and time.
Little did I know,
I always asked her.
She didn't wait until tomorrow
To give me back the answer.
To describe her is difficult.
She varies like the seasons.
She has her own cult:
To dream in colors for a thousand reasons.
When she is happy,
She smiles, a lot.
When she is unhappy,
She smiles, but she forgot.
She forgot why,
She forgot it all.
She learned to cry
And she learned to be small.
So she started that way:
A seed amongst full grown others
On a field grown away,
Grown but no one bothers.
No one cared!
In that seed,
We all saw something.
Only she dared
To succeed
On being anything.
She did and she does.
She knows all of us.
She is known for a lemon,
Sour but sweet and feminin.
Today, she has blossomed into a flower,
Embedded with power,
Trust, love and friends.
I rely on her too much.
But it's amazing how she can make emends
With one single touch.
She is adorable,
She is lemon-flower relyable.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Nothing but a kiss

Once cold,
A soul turns to ice.
All it had was sold,
All that's left is nothing nice.

Once bitten,
The skin stays scarred.
Nothing written,
Only marked.

I kept my eyes away,
But my feelings inside were non-stop.
Even if I looked the other way,
My feelings were always on top.

Do I need to say more?
All I do is think about it.
Feelings never felt before,
Revealed in one hit.

I went alone in my dark side,
Got to know it better.
I felt it needed to step aside,
Since it's always bitter.

My soul, it's dark.
My skin stays fresh.
I had to walk arround the park
To see other kinds of flesh.

People passing by, staring.
I stare back, watching, judging.
That's my dark side working,
Doing what it does best.
With it, I can't rest.
I can't stop thinking,
I can't stop crying,
Hoping it to stop.

I've watched so many crimes.
My dark side, it is to blame.
Only these rhymes
Can make me hide this shame.

Every word, pulling me out.
Out of this realitty.
As much as I may shout,
No one can free me politely.

But you know what?
I'm not staying.
I know I'm far from fat
But my heart is full of it.
I'm finding my way out by singing.
That way I'll stay fit.

I'm going to run,
Alone probably.
But I don't care,
It'll be fun.
And it will possibly
Be the only thing that is fair.

My soul, it burns.
Softly, but still,
Burns intensely.
I don't know where the table turns,
But I'm sure anything will fill
Every peace of my personality.

If wishes would come true,
I would have a pair of lips in front of me
And a hole lot of love to share.
But destiny won't do
And I'm lost in astrology,
With an unsure future to be aware.

I still don't know what love is about,
I hope it's not something
You don't want to miss.
Still remains a lot of doubt
About everything and anything
And nothing but a kiss.