Quero voltar,
Voltar ao tempo
Em que a terra parou,
E o relógio continuou.
Voltar àquele momento,
Que não foi só meu,
E que teve de acabar.
Voltar a sentir,
Voltar a tocar,
Voltar a acariciar
O tempo em que o tive,
Naquele momento.
Quero voltar aos seus lábios.
Aos lábios que me aguardam,
Pois sabem que em breve voltarei.
Voltar aos lábios que me envolveram,
Aos lábios que sei que nunca esquecerei.
Quero voltar a tocar os seus lábios.
Lábios esses que tocaram os meus,
Vezes e vezes sem conta.
Lábios que me fazem sorrir
Com cada palavra,
Com cada sorriso,
Com cada beijo.
Foi de beijo que me tocou os lábios.
É de beijo que me diz olá e adeus.
É de beijo que diz que me quer.
São os seus lábios,
Que tocam os meus com ternura.
São os seus lábios,
Que me cortam a respiração,
Para me encher o coração.
Sei do seu beijo
Seu maior segredo e desejo.
São os lábios que nos falam.
São os lábios que se tocam.
São os lábios que soltam a faísca
Ao fogo que se sucede,
Sem o poder controlar.
O desejo arde,
Do calor que sinto,
Quando me beija
Ao sabor dos seus lábios.
sábado, 25 de outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Lençóis
Com o nascer do luar
Me surge a memória.
A criança que lança o seu olhar
Para o narrador da história.
Me surge a memória.
A criança que lança o seu olhar
Para o narrador da história.
Um conto de fadas
Ou o seu primeiro amor.
A criança, entre as suas almofadas,
Ouve a história do seu narrador.
Ou o seu primeiro amor.
A criança, entre as suas almofadas,
Ouve a história do seu narrador.
Um sorriso incompleto
E os olhos gastos.
O narrador, no seu dialeto,
Conta os seus contos em atos.
E os olhos gastos.
O narrador, no seu dialeto,
Conta os seus contos em atos.
As saliências do seu rosto
E os pigmentos coloridos de tom escuro.
É o narrador o encosto
E, da criança, o porto seguro.
E os pigmentos coloridos de tom escuro.
É o narrador o encosto
E, da criança, o porto seguro.
A criança é lançada aos lençóis
Como sempre foi e será.
Ela deita os seus caracóis
Na segurança que só um lençol lhe dá.
Como sempre foi e será.
Ela deita os seus caracóis
Na segurança que só um lençol lhe dá.
O cheiro que paira no seu descanso
Invoca, de dentro, a nostalgia.
Os olhos da criança encerram-se
No lençol guardado pela família.
Invoca, de dentro, a nostalgia.
Os olhos da criança encerram-se
No lençol guardado pela família.
O calor que lhe guarda
É o calor que lhe criou.
Com o calor é embalada
Pelo amor que lhe narrou.
É o calor que lhe criou.
Com o calor é embalada
Pelo amor que lhe narrou.
O lençol que cobre a criança,
Cobre as lágrimas do seu rosto.
Cada lágrima que no olho dança
Quando o seu amor é exposto.
Cobre as lágrimas do seu rosto.
Cada lágrima que no olho dança
Quando o seu amor é exposto.
Com o nascer do luar
Me surge a memória.
A criança a chorar
Aos lençóis pela narratória.
Me surge a memória.
A criança a chorar
Aos lençóis pela narratória.
Subscrever:
Comentários (Atom)