Com o nascer do luar
Me surge a memória.
A criança que lança o seu olhar
Para o narrador da história.
Me surge a memória.
A criança que lança o seu olhar
Para o narrador da história.
Um conto de fadas
Ou o seu primeiro amor.
A criança, entre as suas almofadas,
Ouve a história do seu narrador.
Ou o seu primeiro amor.
A criança, entre as suas almofadas,
Ouve a história do seu narrador.
Um sorriso incompleto
E os olhos gastos.
O narrador, no seu dialeto,
Conta os seus contos em atos.
E os olhos gastos.
O narrador, no seu dialeto,
Conta os seus contos em atos.
As saliências do seu rosto
E os pigmentos coloridos de tom escuro.
É o narrador o encosto
E, da criança, o porto seguro.
E os pigmentos coloridos de tom escuro.
É o narrador o encosto
E, da criança, o porto seguro.
A criança é lançada aos lençóis
Como sempre foi e será.
Ela deita os seus caracóis
Na segurança que só um lençol lhe dá.
Como sempre foi e será.
Ela deita os seus caracóis
Na segurança que só um lençol lhe dá.
O cheiro que paira no seu descanso
Invoca, de dentro, a nostalgia.
Os olhos da criança encerram-se
No lençol guardado pela família.
Invoca, de dentro, a nostalgia.
Os olhos da criança encerram-se
No lençol guardado pela família.
O calor que lhe guarda
É o calor que lhe criou.
Com o calor é embalada
Pelo amor que lhe narrou.
É o calor que lhe criou.
Com o calor é embalada
Pelo amor que lhe narrou.
O lençol que cobre a criança,
Cobre as lágrimas do seu rosto.
Cada lágrima que no olho dança
Quando o seu amor é exposto.
Cobre as lágrimas do seu rosto.
Cada lágrima que no olho dança
Quando o seu amor é exposto.
Com o nascer do luar
Me surge a memória.
A criança a chorar
Aos lençóis pela narratória.
Me surge a memória.
A criança a chorar
Aos lençóis pela narratória.
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