segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Silêncio, barulho, brincadeira e vida

No silêncio do meu canto
Estou eu, sozinho.
Por isso é que o tal canto
É meu e não do vizinho.

O vizinho está no barulho
No seu canto, sozinho também.
Enfim, com aquele barulho
Ainda acorda alguém.

Com o sono que uma pessoa tem,
As manhãs são lentas e as noites são breves.
Então num canto que mais ninguém tem,
Só eu tenho sonos leves.

Como o silêncio se espalha no ambiente,
Tão depressa também se vai.
De tanto barulho da música ambiente,
O meu silêncio cai.

A pergunta é:
"Silêncio, porque me deixaste?"
O silêncio, da maneira que é,
Não respondeu porque te queixaste.

Sim tu, vizinho da brincadeira.
És uma criança longe da maturidade.
A vida não é só brincadeira,
Afinal, é isso o que nos faz a idade.

Meu Deus, que vida de mais complexa.
Se não estou aqui no meu silêncio constante,
Estou noutro com um mentalidade complexa,
Diferente em cada coisa que faço num instante.

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