Não sei o que sinto,
Mas, quando me perguntam,
Não minto.
Muitos até admiram,
Ou talvez deliram,
Quando digo o que sou
E aquilo por que passei.
De mim, ainda ninguém se enamorou,
Mas, até agora, nunca me importei.
Tento explicar tudo o que sei,
No entanto estou sempre deprimente.
De todos os dias que estive vivo,
Sinto que não sorri o suficiente.
Não sou socialmente ativo,
Nem sou assim tão negativo,
Mas tenho os meus momentos.
E tal como as belas flores
Têm os seus rebentos,
Eu tenho, no meu mundo, várias cores
E uma coleção de imaginários amores.
Tenho uma vasta lista de pretendentes,
Uma combinação enorme de emoções,
Várias refeições quentes,
Várias possíveis motivações,
Que me levem a totais animações.
Infelizmente, a única coisa real,
No meu mundo,
É a minha figura coloquial
Que desaparece com o despertar matinal.
É nesse momento que sou chamado à razão
Para viver mais um dia de monotonia,
Sem qualquer outra adição,
Seja de uma grande companhia,
Seja de grande confiança ou ousadia.
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