Tu que és humano,
Que te fazes de grande,
Que pensas que és senhor,
Porém mostras-te desumano
E tornas-te insignificante
Quando falas de cor.
Olha para o teu interior.
Olha agora para o meu
E diz-me se há diferença.
Chamas-me de inferior,
Porém és pior que eu
Na tua ignorância imensa.
Calma, não te vou odiar.
Eu não queria ser assim,
Mas também não quero ser diferente.
Acredito que seja difícil de aceitar,
Que te incomode estar ao pé de mim,
Mas não me trates como a um deficiente.
Sê consciente do que te rodeia.
O mundo não parou num ponto,
O mundo está longe de parar.
Só para que tenhas uma ideia:
O mundo não está pronto,
Mas não quer dizer que não precise de estar.
Eu digo: acabou!
Digo que isto é um disparate,
Se pensas que sou uma aberração.
Dás por ti, já não estou.
Podes passar a tua vida a culpar-te,
Até que elimines essa tua descriminação.
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