Passo horas em frente ao monitor.
Completamente colado,
Completamente agarrado,
Sou eu com o meu computador.
Podia deixá-lo,
Arrumado num canto.
Mas, por enquanto,
Não posso arrumá-lo.
Preciso dele para poder comunicar.
Vejo imagens da minha infância,
Partilhadas por pessoas á distância.
Estou sempre com eles, a falar.
No meio de tudo, vejo caras.
Vejo pessoas que me interessam
E amores que tropeçam.
Vejo pessoas que achava raras.
No entanto, fico confuso.
Pergunto-me onde estão
E, essas pessoas, como são.
Agora conhecem-me, o luso.
Identifico-me neles.
Sou diferente,
Mas é-lhes indiferente.
Agora confio neles.
Pena, estão tão longe.
Só me resta fazer horas,
Postando fotografias de cães e amoras,
Esperar que ele apareça
E a distância se desvaneça.
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