Se um dia eu deixar de falar,
Ou sequer chegar a perceber
Que não voltarei a cantar,
Prefiro morrer.
Se, em alguma noite, eu vir as estrelas,
Completamente brilhantes e descobertas,
E não mostrar o quanto, para mim, são belas,
Então passarei a ter as minhas janelas cobertas.
Porque eu sou como sou.
Adoro isto que faço, mas não consigo.
Embora imite quem já cantou,
O modo como canto é comigo.
Se sei cantar, sei.
Se sei como cantar, não.
Mas eu aprenderei
E, assim, todos me ouvirão.
Não sei tocar instrumentos,
Mas sei apreciar
E ouvir os sentimentos
Que cada nota faz elevar.
Não sei o meu futuro neste mundo.
Eu só me quero expressar,
Ser melodicamente profundo
E, simplesmente, deixar me levar.
Eu vejo-me, noite e dia,
No meu canto feliz.
Vejo-me na minha própria ironia
De que um dia, a minha pessoa faz mais do que diz.
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